Pessoal, assistam ao vídeo do livro "Memorial do Bruxo - Conhecendo Machado de Assis".
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Vídeo do livro Memorial do Bruxo
Pessoal, assistam ao vídeo do livro "Memorial do Bruxo - Conhecendo Machado de Assis".
domingo, 20 de janeiro de 2013
Memorial do Bruxo
Pessoal, já se encontra à venda o livro "Memorial do Bruxo - Conhecendo Machado de Assis". Trata-se de uma excelente biografia a respeito de Machado, escrita numa linguagem muito agradável, de uma maneira bastante simples e didática. Indicada para estudantes e estudiosos em geral, que desejam conhecer um pouco mais sobre a vida e a obra do maior escritor brasileiro do século XIX. O livro apresenta 332 páginas com ilustrações e revela diversas curiosidades e anedotas a respeito do "Bruxo do Cosme Velho". O autor defende tese inédita a respeito do motivo pelo qual Machado de Assis teria mudado radicalmente a sua maneira de escrever e ver o mundo, por volta de 1878, abandonando os moldes românticos da época, para adotar uma posição mais crítica, pessimista e amarga diante dos homens e da vida.
O livro está sendo vendido no formato e-book pelo site Amazon por apenas U$ 3,99 no link abaixo:
http://www.amazon.com/Memorial-Bruxo-Conhecendo-Portuguese-ebook/dp/B00AXJZNEQ/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1358677137&sr=8-1&keywords=memorial+do+bruxo
Agradeço toda divulgação!
sexta-feira, 1 de junho de 2012
José do Patrocínio e seu automóvel
Quando José do Patrocínio, o famoso abolicionista,
retornou de uma viagem a Paris, trouxe na bagagem não apenas livros e
champanhes de qualidade, mas uma ideia com a qual ele imaginava que iria
enriquecer da noite para o dia. Aos amigos mais próximos, confidenciou o
segredo que o tornaria rico:
“Trago de Paris um carro a vapor... O veículo do
futuro, meus amigos. Um prodígio! Léguas por hora. Não há aclives para ele: com
um hábil maquinista, vai pelo Corcovado acima como um cabrito.”
O
carro era um verdadeiro monstrengo e só para retirá-lo da alfândega foi um
transtorno. Após conseguir montá-lo (tinha fornalha, caldeira, chaminé,
correntes, grelha e ganchos), Zé do Pato, como Patrocínio era conhecido, marcou
uma manhã de domingo para dar o primeiro passeio. Chamou diversos amigos a fim
de andarem no automóvel, mas apenas o poeta Olavo Bilac teve coragem e aceitou
o convite. Ao verem aquela máquina desengonçada, soltando bufos horrendos,
cuspindo fumaça e fuligem para todo lado, deslizando pesadamente pelas ruas
pacatas da cidade, como se fosse explodir a qualquer momento, as pessoas
passaram a fugir dela como o diabo da cruz. O carro de José do Patrocínio foi
também o responsável pelo primeiro acidente automobilístico que se tem notícia
em terras fluminenses, pois colidiu com diversas árvores pelo caminho, a pouco
mais de dez quilômetros por hora, até que acabou atolado em uma vala, sendo
preciso inúmeros bois para conseguir retirá-lo dali. O sonho de Patrocínio de
enriquecer com a novidade acabou naquele mesmo dia. Anos mais tarde, o escritor
Coelho Neto chegou a ver o que restara do automóvel e disse que em suas
fornalhas estavam dormindo galinhas. Por fim, foi vendido para um ferro-velho.
Panhard Levassor produzido por volta do final do século XIX em Paris, provavelmente José do Patrocínio teria adquirido um modelo destes.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Machado de Assis e a monarquia 2


Outro episódio muito curioso, narrado por quase todos os biógrafos do escritor, é o que diz respeito à retirada de um retrato de D. Pedro II, que estaria pendurado numa das paredes de sua diretoria. Segundo a lenda, mal fora proclamada a república, alguns funcionários simpáticos ao novo regime vieram retirar o retrato do local em que ele havia permanecido por longos anos. Consta que Machado de Assis não permitiu a sua remoção, dizendo: “Entrou aqui por uma portaria, só sairá por outra portaria”.
Ora, estas supostas palavras colocadas na boca de Joaquim Maria levaram alguns estudiosos mais afoitos a acusá-lo de bajulador. Nada mais falso. Machado de Assis gostava de fato de D. Pedro II e, durante toda sua vida, jamais escreveu qualquer palavra contra o imperador. Apesar de seus sentimentos monarquistas, aceitou a república como um fato consumado, como o Barão do Rio Branco, Joaquim Nabuco e tantas outras personalidades da época. Além do mais, o escritor não poderia ter dito aquelas palavras, pois toda gente sabe que retratos não são pendurados em paredes através de portarias...
(Do Livro: Memorial do Bruxo - Conhecendo Machado de Assis de José Antonio Martino)
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